O SINDEUS por meio de sua diretoria homenageia a todo(a)s o(a)s trabalhadore(a)s pelo seu dia, um dia que é resultado de toda uma história... Parabéns! Viva a luta dos trabalhadore(a)s!...
A história do 1º de maio começa em 1886, na cidade de Chicago, maior centro industrial dos Estados Unidos. Os trabalhadores estadunidenses eram submetidos a um regime de trabalho sem qualquer tipo de garantia, com jornadas de 16 horas diárias, motivos pelos quais milhares de trabalhadores saíram às ruas naquele dia, tendo como principal reivindicação a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias.
As manifestações nas ruas de Chicago foram violentamente reprimidas pelo aparato oficial, tendo 12 trabalhadores sido oficialmente reconhecidos como assassinados. Ao final do ciclo de manifestações, havia centenas de feridos e cinco trabalhadores, tidos como líderes daquele movimento, foram enforcados. Outras dezenas de trabalhadores também foram assassinadas, apesar do aparato oficial nunca haver reconhecido o fato.
Uma série de assassinatos de trabalhadores que lutavam pela redução da jornada de trabalho
e melhoria de suas condições laborais levou, em 20 de junho de 1889, a
Segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, a declarar o dia 1º de maio como Dia Internacional de Luta Pela Jornada de 8 Horas, com manifestações sendo convocadas em todo o mundo. Dois anos depois, em 1891, na França, a Segunda Internacional Socialista convoca uma manifestação dia 1º de maio que foi extremamente reprimida pela polícia e teve como resultado a morte de pelo menos 10 manifestantes, o que reforçou a data como dia internacional de mobilização dos trabalhadores, força em todo o mundo, marcado por numerosas e grandes manifestações de luta por melhoria nas condições de trabalho, melhoria nos salários e redução da jornada de trabalho.
Somente em 1919 é que a jornada de trabalho de 8 horas foi retificada pelo Senado francês, que passou a instituir a partir deste mesmo ano o 1º de maio como feriado. Porém, somente em 1920, na União Soviética, recém nascida da revolução proletária, é que o 1º de maio é instituído como feriado nacional todos os anos.
O 1º de maio é reconhecido em quase todos os países do mundo como feriado internacional em homenagem a todos aqueles que lutaram e morreram nas lutas pela redução da jornada de trabalho, melhorias das condições laboram e salários dignos. Apenas dois países não reconhecem o 1º de maio como dia do trabalhador: os Estados Unidos e a Austrália. Os EUA o consideram como o Labor Day, Dia do Trabalho, porque se recusam a reconhecer a arbitrariedade e a violência de seus atos em 1886, bem como a legitimidade do movimento que se levantava. Já a Austrália, porque realiza a homenagem ao trabalhador em diferentes datas, variando em diversas regiões do país, por diversas razões locais.
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