Alexandra Martins
Vanhoni: com 8% de investimento direto é possível consolidar um novo patamar da educação.
A
Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE - PL
8035/10, do Executivo) aprovou nesta quarta-feira (13), em
caráter conclusivo, o texto-base do relatório do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), com a previsão de que 8% do
PIB
sejam investidos diretamente em ensino nos próximos dez anos. Com
exceção do Psol e do PDT, os demais partidos votaram a favor do parecer.
Os
destaques deverão ser analisados no dia 26 de junho.
Antes da reunião de hoje, o relator aumentou a meta de
investimento direto no setor em meio ponto percentual – a versão
anterior do texto estabelecia o índice de 7,5% do PIB. A mudança, no
entanto, não convenceu o deputado Ivan Valente (Psol-SP), que é autor de
um destaque que fixa o percentual de 10% do PIB a ser aplicado em
educação. "Esse aumento pequenininho [dado pelo relator] não viabiliza
uma melhoria real da qualidade da educação", declarou.
Vanhoni, por sua vez, argumentou que o meio ponto percentual
vai representar um aporte de R$ 23 bilhões em uma década, o que poderá
garantir, por exemplo, o ensino em tempo integral a 35 milhões de alunos
da educação básica. "A nação pode ficar tranquila, pois, com 8% de
investimento direto do PIB, vamos consolidar um novo patamar da educação
e da construção do conhecimento no Brasil", declarou.
Alexandra Martins
Ivan Valente: o índice previsto no relatório não viabiliza um aumento real da qualidade do ensino.
O projeto ainda poderá ser analisado pelo Plenário da Câmara,
caso haja recurso contra a decisão da comissão. Deputados do governo e
da oposição
já sinalizaram, anteriormente, essa possibilidade.
Debate
Durante a votação do relatório, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA)
ressaltou que sua legenda votou a favor do texto, mas que a comissão
deve ter uma posição mais firme em relação ao financiamento da educação
pública.
Também favoráveis ao parecer, os deputados Espiridião Amim
(PP-SC) e Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) fizeram a ressalva
de que defenderão, nos destaques, a aprovação dos 10% do PIB a serem
investidos em ensino. O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) foi outro a
votar a favor, mas fez questão de ressaltar que ainda “quer discutir as
ressalvas”.
Contrário ao relatório, o deputado Paulo Rubem Santiago
(PDT-PE) afirmou que a proposta apresentada é uma manipulação grosseira
por parte do governo, pois, segundo ele, os recursos do pré-sal serão
aplicados em ativos no exterior, ou seja, não estarão disponíveis para
investimentos em programas socioeducativos. O texto aprovado prevê que
metade das verbas provenientes do pré-sal, inclusive os
royalties, serão aplicados em educação pública.
Fonte. cenarioomt.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário